+A  | -A  |  

Governador cobra apoio da União e afirma que apenas 4% dos investimentos na saúde vieram do governo federal

Nesta terça, 7 de abril, data em que é comemorado o Dia Mundial da Saúde, o governador Wellington Dias fez uma reivindicação ao governo federal para que se cumpra os repasses prometidos para o combate ao coronavírus no estado do Piauí. Segundo o chefe do Executivo piauiense, há muito alarde como se a União estivesse repassando bilhões para os estados e municípios, mas, segundo ele, a realidade é diferente.

“Hoje é o Dia Mundial da Saúde e, nesta data, quero aqui, como governador, fazer uma reflexão. Sei que as pessoas recebem informações de que bilhões de reais são repassados pelo governo federal para socorrer os estados e municípios na área de saúde. Falam que vários equipamentos são enviados, mas, infelizmente, essa não é a realidade”, declarou o governador.

Wellington explica que desde que começou a crise do coronavírus, o Estado aplicou R$ 156 milhões na compra de equipamentos, exames, UTIs, chamamento de pessoal e um conjunto de investimentos. “Sabe quanto recebemos até agora do governo federal? Apenas 6 milhões e quatrocentos mil reais. Os municípios também já gastaram bastante dinheiro e, os 224, receberam apenas 9 milhões e cem mil reais, o equivalente a 2 reais por habitante”, protestou Dias.

O governador frisou ainda que é necessário que todas as autoridades atuem juntas. “Precisamos entrar em campo juntos e fazer acontecer. Precisamos de mais recursos para fazer o que tem que ser feito na defesa da saúde do nosso povo”, concluiu Wellington.

Até agora, o recurso repassado pelo governo federal para o Piauí foi de R$ 15 milhões, sendo R$ 6 milhões para o governo estadual e R$ 9 milhões para os municípios. Alguns itens como avental, touca, álcool em gel e máscaras, prometidos pelo executivo federal não chegaram ou vieram em pequena quantidade. As UTIs prometidas para o estado também não foram liberadas até o momento.

Os R$ 156 milhões que estão sendo aplicados pelo Estado no combate ao coronavírus estão distribuídos na compra de equipamentos, aquisição de EPIs, reformas e instalações, testes laboratoriais, hospedagem de profissionais, material médico hospitalar e custo com pessoal.